sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013


Era uma segunda- feira especial para Maria Eduarda, era seu primeiro dia de aula na escola nova e ela estava muito feliz e anciosa.Estavamos envolvidas com os materiais novos e uniformes.
Tinhamos acabado de voltar de viagem de férias, passamos 14 dias na praia onde Duda mergulhou em sorvetes, massas, refigerantes e muitos outros tipos de guloseimas e ela já estava diabética e nós não sabiamos.
Lá na praia Duda aumentou absurdamente seu consumo de água, mas a principio não achei nada demais porque era verão, estava muito calor e muitas vezes eu achava até bom pois estava se hidratando, passamos duas semanas assim ela aumentando cada vez mais seu consumo de água, então começei achar um pouco estranho chegando á comentar com meu marido que assim que retornassemos para casa levaria a Duda  ao médico porque estava começando a achar que não era normal.
Suas idas ao banheiro também para fazer xixi estavam cada vez maiores, mas tudo bem eu pensava ela estava bebendo muita água mesmo, chegou a fazer xixi na cama.
Bom, voltamos para casa e o retorno foi cansativo pois ela não se sentia bem, continuava bebendo muita água indo ao banheiro, mas sentia mal estar e fraqueza.
Chegamos em casa e Duda continuava a beber muita água e eu não tinha nenhum coecimento sobre os sintomas de diabetes, pois esta doença vivia tão distante da minha vida.
Nem eu nem meu marido tinhamos parentes próximos na família com esta doença e a gente escuta tanto falar que é hereditário que nunca me preocupei, pensava em levar a Duda ao médico p/ olhar porque estava bebendo tanta água mas até então jamais pensando em diabetes.
Antes que eu a levasse ao médico ele foi passar uns dia na casados meus pais que também ficaram assustados com a quantidade de água que ela estava consumindo, então meu pai levantou a suspeita. A princípio achei que era coisa da cabeça dele. Busquei a Duda era um fm de semana e tinhamos um aniversário de criança para irmos, já tinha resolvido na segunda vou leva-la ao médico.
Na festinha Duda comeu muita coisa doce e muitos salgados nesta noite a madrugada foi terrível pois ela não conseguia parar de beber água compulsivamente e ir ao banheiro, no dia seguinte (domingo) logo cedo já fui para internet ler os sintomas de diabetes e o que li me deixou apavarodamente assustada. Todos os sintomas estavam batendo, dor na perna, mal estar, bebendo muita água, indo muito ao banheiro, sem o pular nenhum sintoma tudo que estava escrito ali Duda estava tendo.

Ligamos para meu cunhado que tem um laboratório de análise clinica contamos para ele tudo e ele nos disse quais exames tinhamos que fazer porque moramos em cidades diferentes isso não permitiu que fizessemos com ele mesmo.
Bom, ela fez o jejum de 12 horas de domingo para segunda e na segunda bem cedo partimos para o Laboratório de um amigo que já nos aguardava.
Realizamos os exames e fomos para casa, o resultado sairia ás 15 horas, Duda foi para escola muito feliz, mas pelo sim pelo não achei melhor comentar com a nova professora para que ela tivesse uma atenção especial.
Durante as horas que antecederam o resultado dos exames, mil coisas passavam pela minha cabeça, ao mesmo tempo que eu achava que os exames dariam alterados e pensava que não seria qualquer outra coisa menos diabetes.
Ás 15 horas em ponto eu estava no laboratório, os 5 minutos que aguardei para a atendente buscar o resultado pareceu os 5 minutos mais longos de minha vida.
Peguei o resultado entrei no carro, fiz uma oração e abri os exames. Foi incrível porque ao mesmo tempo em que bati os olhos no resultado da glicose meu telefone tocou e era meu marido falando exatamente o resultado que ele acabará de receber por telefone deste amigo dono do laboratório onde ela realizou os exames.
Meu mundo começou a cair ali, Duda estava com uma glicose de 238, mas parecia que não queriamos acreditar que aquilo estava certo, mesmo com os valores de referência nos dizendo.
Já saí dali chorando e nem sei como consegui dirigir até em casa, pois chorava bastante.
Entramos em contato com algumas pessoas e uma delas era o pediatra que mandou que levassemos a Maria Eduarda imediatamente para o hospital.
Meu marido me pegou em casa e fomos eu, meu marido e meu filho mais velho pega-la no colégio para leva-la ao hospital.
Por todo o caminho não podia acreditar que aquilo estava acontecendo e que aquele resultado estava correto, minha bonequinha estava ótima,no caminho ela contava feliz tudo o que tinha acontecido no período que ela ficou no colégio e eu pensando ela esta ótima.
Chegamos no hospital e em poucos minutos ela foi atendida, na triagem foi medido a glicemia que estava 280, a médico nos chamou, nos mostramos os exames e ali naquele momento tivemos a confirmação de que era mesmo diabetes e que ela ficaria internada.
Meu chão sumiu, não podia acreditar que a minha bonequinha de apenas 7 anos estava diabetica.
Depois do susto inicial, começei a pensar na viagem, tudo que ela tinha comido, o risco que corremos então agradeci a Deus por não ter permitido que ela passasse mal lá, porque eu ainda não sabia o que ela tinha e poderia ter complicado mais ainda, nem gosto de pensar.
Depois de internada vem uma chuva de informações que você precisa saber para que tudo corra bem.
Neste meu primeiro momento veio a negação, não aceitava de forma alguma e pensava isso não é verdade, vai passar. No terceiro dia levantei olhei para minha filha dormindo ali naquela cama do hospital, pensei em tudo que ainda estava por vir e disse a mim mesma: Preciso reagir, minha filha vai precisar muito de mim e mesmo eu estando destruida por dentro, tenho que passar força a ela.
Hoje estamos no quinto dia de internação, Duda  ainda não estabilizou sua glicose, mas já esta quase lá, eu estou aprendendo a lidar com esta doença e me preparando para ir para casa e recomeçar a vida.
A diabetes com certeza esta sendo um divisor de águas em nossas vidas.
Nunca vou me esquecer do dia 04 de fevereiro de 2013, o dia em que nossas vidas mudou.

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