Eu, minha filha e o diabetes
O diabetes: O divisor de águas em nossas vidas. Este blog foi criado a pedido da minha própria filha, para que ela possa escrever suas experiências e sua nova vida! Um meio que encontrei de tirá-la da tristeza no período de adaptação.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Sintomas
Os seguintes sintomas podem ser os
primeiros sinais do diabetes tipo 1 ou podem ocorrer quando o nível de
açúcar no sangue está alto:
- Muita sede
- Fome
- Sensação de cansaço ou fadiga
- Visão embaçada
- Perda da sensibilidade ou sensação de formigamento nos pés
- Perda de peso involuntária
- Micção mais frequente
Para outras pessoas, os seguintes
sintomas podem ser os primeiros sinais de diabetes tipo 1 ou podem
ocorrer quando o nível de açúcar no sangue estiver muito alto:
- Respiração profunda e acelerada
- Pele e boca secas
- Rosto corado
- Hálito com odor de fruta
- Náusea, vômitos, incapacidade de reter líquidos
- Dor estomacal
Baixo nível de açúcar no sangue (hipoglicemia)
pode aparecer rapidamente em pessoas com diabetes que tomam insulina.
Os sintomas normalmente surgem quando o nível de açúcar no sangue cai
para menos de 70 mg/dL. Atenção para:
- Dor de cabeça
- Fome
- Nervosismo
- Frequência cardíaca acelerada (palpitações)
- Tremores
- Sudorese
- Fraqueza
EXAMES
O diabetes é diagnosticado através dos seguintes exames de sangue:
- Nível de glicose no sangue em jejum o diabetes será diagnosticado se o nível for maior do que 126 mg/dL por duas vezes
- Nível aleatório de glicose no sangue (sem jejum) - poderá ser diabetes se o nível for maior do que 200mg/dL e ocorrerem sintomas como aumento da sede e da micção e cansaço (deve ser confirmado com um exame em jejum)
- Teste oral de tolerância à glicose - o diabetes será diagnosticado se o nível de glicose for maior do que 200 mg/dL após 2 horas
- Normal: menor do que 5,7%
- Pré-diabetes: entre 5,7% e 6,4%
- Diabetes: maior ou igual a 6,5%
O teste de cetonas também pode ser
solicitado. O teste de cetonas é realizado usando uma amostra de urina
ou sangue. O teste de cetonas pode ser realizado:
- Quando o nível de açúcar no sangue for maior do que 240 mg/dL
- Durante uma enfermidade como pneumonia, ataque cardíaco ou derrame
- Quando ocorrerem episódios de náusea ou vômito
- Durante a gravidez
Os seguintes testes ou exames
ajudarão o médico a monitorar o diabetes e prevenir suas complicações
- Verifique a pele e os ossos nos pés e pernas.
- Verifique se os pés estão ficando dormentes
- Verifique a pressão arterial pelo menos uma vez por ano (a pressão arterial ideal deve ser de 130/80 mm/Hg ou menos).
- Faça seu teste de hemoglobina glicada A1c a cada 6 meses se o diabetes estiver controlado
- do contrário, faça a cada 3 meses.
- Faça os exames de colesterol e triglicerídeos anualmente (o nível de colesterol LDL deve estar abaixo de 70-100 mg/dL).
- Faça exames anuais para verificar a função renal (microalbuminúria e creatinina sérica).
- Consulte o oftalmologista pelo menos uma vez ao ano ou mais se apresentar sinais de doença ocular em consequência do diabetes.
- Consulte o dentista a cada 6 meses para um exame e limpeza gerais. Informe seu dentista que você é diabético.
Causas da diabetes tipo 1
A diabetes tipo 1 é mais frequentes em crianças, mas pode aparecer em adultos também.
A insulina é o hormônio produzido no pâncreas em crianças, adolescentes e adultos jovens.
A insulina é um hormônio produzido
no pâncreas por células especiais, chamadas células beta. O pâncreas se
encontra atrás do estômago. A insulina é necessária para levar o açúcar
do sangue (glicose) às células, onde fica armazenado e, depois, é
utilizado para gerar energia. No diabetes tipo 1, as células beta
produzem pouca ou nenhuma insulina.
Sem insulina suficiente, a glicose
se acumula no sangue em vez de ir para as células. O corpo não consegue
usar essa glicose para gerar energia. Isso leva ao aparecimento dos
sintomas do diabetes tipo 1.
A causa exata do diabetes tipo 1 é desconhecida. Ela é provavelmente uma doença autoimune.
Uma infecção ou algum outro fator pode fazer com que o corpo
erroneamente ataque as células do pâncreas que produzem insulina. Esse
tipo de doença pode ser transmitido de geração em geração.
Tinhamos acabado de voltar de viagem de férias, passamos 14 dias na praia onde Duda mergulhou em sorvetes, massas, refigerantes e muitos outros tipos de guloseimas e ela já estava diabética e nós não sabiamos.
Lá na praia Duda aumentou absurdamente seu consumo de água, mas a principio não achei nada demais porque era verão, estava muito calor e muitas vezes eu achava até bom pois estava se hidratando, passamos duas semanas assim ela aumentando cada vez mais seu consumo de água, então começei achar um pouco estranho chegando á comentar com meu marido que assim que retornassemos para casa levaria a Duda ao médico porque estava começando a achar que não era normal.
Suas idas ao banheiro também para fazer xixi estavam cada vez maiores, mas tudo bem eu pensava ela estava bebendo muita água mesmo, chegou a fazer xixi na cama.
Bom, voltamos para casa e o retorno foi cansativo pois ela não se sentia bem, continuava bebendo muita água indo ao banheiro, mas sentia mal estar e fraqueza.
Chegamos em casa e Duda continuava a beber muita água e eu não tinha nenhum coecimento sobre os sintomas de diabetes, pois esta doença vivia tão distante da minha vida.
Nem eu nem meu marido tinhamos parentes próximos na família com esta doença e a gente escuta tanto falar que é hereditário que nunca me preocupei, pensava em levar a Duda ao médico p/ olhar porque estava bebendo tanta água mas até então jamais pensando em diabetes.
Antes que eu a levasse ao médico ele foi passar uns dia na casados meus pais que também ficaram assustados com a quantidade de água que ela estava consumindo, então meu pai levantou a suspeita. A princípio achei que era coisa da cabeça dele. Busquei a Duda era um fm de semana e tinhamos um aniversário de criança para irmos, já tinha resolvido na segunda vou leva-la ao médico.
Na festinha Duda comeu muita coisa doce e muitos salgados nesta noite a madrugada foi terrível pois ela não conseguia parar de beber água compulsivamente e ir ao banheiro, no dia seguinte (domingo) logo cedo já fui para internet ler os sintomas de diabetes e o que li me deixou apavarodamente assustada. Todos os sintomas estavam batendo, dor na perna, mal estar, bebendo muita água, indo muito ao banheiro, sem o pular nenhum sintoma tudo que estava escrito ali Duda estava tendo.
Ligamos para meu cunhado que tem um laboratório de análise clinica contamos para ele tudo e ele nos disse quais exames tinhamos que fazer porque moramos em cidades diferentes isso não permitiu que fizessemos com ele mesmo.
Bom, ela fez o jejum de 12 horas de domingo para segunda e na segunda bem cedo partimos para o Laboratório de um amigo que já nos aguardava.
Realizamos os exames e fomos para casa, o resultado sairia ás 15 horas, Duda foi para escola muito feliz, mas pelo sim pelo não achei melhor comentar com a nova professora para que ela tivesse uma atenção especial.
Durante as horas que antecederam o resultado dos exames, mil coisas passavam pela minha cabeça, ao mesmo tempo que eu achava que os exames dariam alterados e pensava que não seria qualquer outra coisa menos diabetes.
Ás 15 horas em ponto eu estava no laboratório, os 5 minutos que aguardei para a atendente buscar o resultado pareceu os 5 minutos mais longos de minha vida.
Peguei o resultado entrei no carro, fiz uma oração e abri os exames. Foi incrível porque ao mesmo tempo em que bati os olhos no resultado da glicose meu telefone tocou e era meu marido falando exatamente o resultado que ele acabará de receber por telefone deste amigo dono do laboratório onde ela realizou os exames.
Meu mundo começou a cair ali, Duda estava com uma glicose de 238, mas parecia que não queriamos acreditar que aquilo estava certo, mesmo com os valores de referência nos dizendo.
Já saí dali chorando e nem sei como consegui dirigir até em casa, pois chorava bastante.
Entramos em contato com algumas pessoas e uma delas era o pediatra que mandou que levassemos a Maria Eduarda imediatamente para o hospital.
Meu marido me pegou em casa e fomos eu, meu marido e meu filho mais velho pega-la no colégio para leva-la ao hospital.
Por todo o caminho não podia acreditar que aquilo estava acontecendo e que aquele resultado estava correto, minha bonequinha estava ótima,no caminho ela contava feliz tudo o que tinha acontecido no período que ela ficou no colégio e eu pensando ela esta ótima.
Chegamos no hospital e em poucos minutos ela foi atendida, na triagem foi medido a glicemia que estava 280, a médico nos chamou, nos mostramos os exames e ali naquele momento tivemos a confirmação de que era mesmo diabetes e que ela ficaria internada.
Meu chão sumiu, não podia acreditar que a minha bonequinha de apenas 7 anos estava diabetica.
Depois do susto inicial, começei a pensar na viagem, tudo que ela tinha comido, o risco que corremos então agradeci a Deus por não ter permitido que ela passasse mal lá, porque eu ainda não sabia o que ela tinha e poderia ter complicado mais ainda, nem gosto de pensar.
Depois de internada vem uma chuva de informações que você precisa saber para que tudo corra bem.
Neste meu primeiro momento veio a negação, não aceitava de forma alguma e pensava isso não é verdade, vai passar. No terceiro dia levantei olhei para minha filha dormindo ali naquela cama do hospital, pensei em tudo que ainda estava por vir e disse a mim mesma: Preciso reagir, minha filha vai precisar muito de mim e mesmo eu estando destruida por dentro, tenho que passar força a ela.
Hoje estamos no quinto dia de internação, Duda ainda não estabilizou sua glicose, mas já esta quase lá, eu estou aprendendo a lidar com esta doença e me preparando para ir para casa e recomeçar a vida.
A diabetes com certeza esta sendo um divisor de águas em nossas vidas.
Nunca vou me esquecer do dia 04 de fevereiro de 2013, o dia em que nossas vidas mudou.
Assinar:
Postagens (Atom)
